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Mirim-guaçu

Plebeia remota

Também chamada de Mirim-da-terra

(c) Bruno Henrique Aranda, some rights reserved (CC BY), uploaded by Bruno Henrique Aranda · CC-BY · via iNaturalist

Descrição

Conhecida como mirim-guaçu, é uma abelha nativa sem ferrão de pequeno porte, com operárias de poucos milímetros (em torno de 3 a 4 mm), corpo escuro e vestígios amarelos na face. É mansa, tímida e não agressiva, de fácil manejo. Nidifica em ocos de troncos de árvores; o ninho em geral não tem invólucro fechado e chama atenção pela arquitetura peculiar, com os favos de cria fixados por um emaranhado de pilares e cabos de cerume que ligam as estruturas. A entrada é feita de própolis escuro e permite a passagem de apenas uma abelha por vez. Ocorre em vários estados brasileiros (Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo) e também na Bolívia. Produz um mel bem fluido, muito ácido e saboroso, e tem bom potencial para a meliponicultura voltada à produção de própolis e à polinização. A rainha pode viver de um ano e meio a cerca de quatro anos, enquanto as operárias vivem por volta de dois meses.

Distribuição

Sul, Sudeste. Pote de mel ovalado.

Sudesteregião inteira

Sulregião inteira

Curiosidades

Uma característica peculiar da mirim-guaçu é que, em regiões frias, ela costuma interromper a postura da rainha, fechar o orifício de entrada e entrar em diapausa (uma espécie de dormência com forte redução do metabolismo) durante o inverno — comportamento incomum entre as abelhas sem ferrão. A arquitetura do ninho, com sua trama tridimensional de pilares de cerume, também é bastante distinta. Estudos registram que o voo começa a partir de cerca de 10 °C.