Canudo
Scaptotrigona depilis
Também chamada de Mandaguari-amarela
Descrição
As abelhas do gênero Scaptotrigona vivem em colônias com milhares de indivíduos, armazenam muito mel e pólen e seus favos de cria são horizontais. São abelhas bastante agressivas que quando molestadas enrolam no cabelo e mordiscam a pele. As operárias forrageadoras podem voar cerca de 700 metros ao redor da colônia no forrageio de recursos; pólen, mel e resina. Além de resinas, estas abelhas também utilizam látex de várias plantas como itens de construção. As abelhas canudo e tubuna são muito parecidas e frequentemente confundidas entre si. Ambas são quase completamente pretas, mas a canudo tem uma marca amarelada na face e é lisa, sem pelos e a tubuna tem duas listras brancas no final do abdome. O mel produzido pelas duas espécies é considerado de boa qualidade.
Distribuição
Nacional. Tubo de cera escuro na entrada.
Curiosidades
A abelha canudo protagonizou uma descoberta científica marcante: pesquisadores brasileiros (Embrapa e FAPESP, com estudo publicado na revista Current Biology em 2015) constataram que suas larvas se alimentam de um fungo do gênero Monascus cultivado dentro das próprias células de cria. Sem esse fungo, pouquíssimas larvas sobrevivem; nos testes, a sobrevivência caiu drasticamente na ausência do microrganismo. Foi o primeiro registro de cultivo de fungo por uma abelha social, algo antes conhecido em formigas. Estudos posteriores (publicados na PLOS ONE) mostraram que se trata de uma comunidade de mais de uma espécie de fungo, e os pesquisadores alertam que o uso de fungicidas na agricultura pode ameaçar essa relação. O epíteto depilis significa aproximadamente sem pelos.