Borá
Tetragona clavipes
Também chamada de Vorá, Jataizão
Descrição
Conhecida como borá (e também jataizão, vorá ou cola-cola), é uma abelha nativa sem ferrão de porte relativamente grande para o grupo, com cerca de 8 a 10 mm, coloração escura em tons de preto e marrom, pelos amarelados no tórax e olhos esverdeados. Lembra uma jataí grande, daí o nome jataizão. Nidifica preferencialmente em ocos de árvores vivas; a entrada não forma um longo canudo como em outras espécies, sendo cercada por camadas de própolis endurecido. Os favos de cria são construídos em espiral (helicoidal), com células reais, e os potes de mel e pólen são de tamanho médio. As colônias são de porte médio a grande. É uma espécie defensiva, sobretudo nas horas mais quentes do dia, defendendo o ninho com mordidas, enroscando-se nos cabelos e depositando própolis. Ocorre em áreas de Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia, sendo bem conhecida por povos indígenas da região do Xingu. Produz um mel bastante apreciado.
Distribuição
Sul a Nordeste. Entrada com bordas raiadas, produzem cheiro forte.
Curiosidades
O mel da borá é um dos mais comentados entre as abelhas sem ferrão por seu sabor incomum: doce, mas com um toque salgado e ácido que lembra queijo. Por essa combinação diferente, tornou-se um mel valorizado e procurado, inclusive por chefs que o testam em pratos. O nome borá tem origem tupi (de Heborá, associado à ideia de o que há de ter mel), e a espécie recebe nomes próprios em diferentes línguas indígenas do Xingu.